Goiás Interior - A notícia como ela é !
×
Miguel Patrício -

CHEQUE, CARTÃO OU DINHEIRO?

Todos nós sabemos que, mesmo camuflada, a inflação está sempre agindo e atingindo o bolso do trabalhador brasileiro. Combustível, remédios, produtos alimentícios têm os preços majorados aos poucos, mas constantemente minam o poder de compra das pessoas, dificultando a sobrevivência de todos nós. Assim, nesse tempo de dificuldades, é necessário economizar. Na verdade, é preciso saber como economizar...

Algumas despesas são impossíveis de evitar, como aquelas de primeira necessidade que normalmente levam a maior parte do salário no final do mês. Outras podem ser adiadas, e assim a gente vai levando, esperando uma reação da economia, uma ação de nossos dirigentes que venha facilitar pelo menos um pouquinho essa nossa vida atribulada. No entanto, nós também podemos ajudar, tomando alguns cuidados na hora da compra, até mesmo dos bens considerados indispensáveis.

Uma boa chance de medir o valor real das mercadorias, de avaliar a quantidade ou a qualidade daquilo que se adquire aparece no momento de você resolver se vai pagar com cheque, cartão ou dinheiro. Quando se efetua qualquer pagamento usando cheque ou cartão fica muito fácil gastar, pois não se mede o valor palpável do montante, não se vê a quantidade de dinheiro utilizado na compra. Somos enganados pelos números escritos no papel ou digitados na maquininha de débito. No entanto, se você coloca a mão no bolso e vai repassando as notas uma por uma, fazendo a somatória, aí é que se vê o que realmente está gastando. Não é fácil observar as cédulas voando de suas mãos; dá uma dorzinha doída no coração (Gostaram do pleonasmo?) Nesse momento se pensa melhor, se mede a verdadeira necessidade daquilo que está adquirindo e até mesmo a quantidade inicialmente planejada.

Sabemos que as compras maiores são todas habitualmente pagas com cheque ou cartão. Assim gastamos quase todo o nosso vencimento, e é nesse ato que perdemos a oportunidade de economizar. Experimente colocar o dinheiro no bolso ou na bolsa e sair pela cidade. Você vai voltar para casa levando o que realmente precisa, pelo preço justo, e com um troco substancial guardado para outras eventualidades.

Evitando usar cheque e cartão e, naturalmente, evitando as compras a prazo, você irá lutar com mais facilidade contras os preços abusivos das mercadorias. Experimente pagar sempre com dinheiro vivo, é a melhor maneira de driblar a inflação. Você não vai se arrepender!

Edições Anteriores
Acesse as edições anteriores do Goiás Interior