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Miguel Patrício -

EU NÃO USO A PALAVRA “DEPOIS”

Das palavras que nos foram dadas, existe uma que não uso: é o vocábulo “depois”. Neste constante passar dos dias, quando surge uma tarefa qualquer para ser realizada, não consigo ficar enrolando, acomodado em meu canto, inventando desculpas para não agir, protelando a ação, deixando para depois. Se está ao meu alcance, vou lá e faço, cumprindo o lema que trago sempre comigo: se tem que ser feito, que seja logo!

Claro que primeiramente analiso a necessidade e a possibilidade de efetivação da incumbência, depois parto para seu feitio, sem perder tempo, sem ficar esperando e, principalmente, sem fazer alguém esperar por mim, pela minha iniciativa, pela minha atitude positiva para solucionar a questão. Não há nada mais desagradável que ser cobrado por algo que deveria ter sido e não foi feito. Sinto-me envergonhado sem uma desculpa plausível pela improdutividade, pela inoperância, pela sufocante inércia.

Em nosso meio, já tive a oportunidade de observar, a maior parte das pessoas são tranquilas. Tenho vários amigos, companheiros de trabalho e até parentes assim. Eles não se preocupam com os outros, nem consigo mesmos, e deixam seu dever para depois, realizando-o apenas na última hora, às vezes com pressa, sem o devido cuidado e capricho necessários. É um costume feio que traz transtornos, correrias e preocupações. Não sabem como é bom ter sempre a consciência tranquila do dever cumprido em tempo, no prazo estipulado, e melhor ainda se for antes dele.

Iniciativa é o que realmente falta. Muito poderia ser produzido se as pessoas não deixassem quase tudo para depois. A reforma da casa, a revisão do carro, as mudanças no trabalho, os planos para a viagem, a consulta ao médico, a visita ao dentista, a atividade física, o início do regime, a matrícula, o telefonema, a conversa, a visita. Tudo vai acumulando, e o que era simples passa a ser complicado, sem contar que os resultados obtidos nem sempre são os previstos. Tudo por falta de ação, por falta de iniciativa.

Eu não uso a palavra “depois”. Há muito tempo está riscada do dicionário. É o meu jeito de ser, e faz uma diferença enorme na vida. Em minha agenda, trago os compromissos anotados e as datas exatas de realização. Não deixo para depois; se tem que ser feito, que seja logo!

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