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Miguel Patrício -

FAKE NEWS

Basta ser bom observador para perceber que as Fake News estão por aí nos meios de comunicação, principalmente os virtuais, tentando se passar por verdades e, na maioria das vezes, atingindo o objetivo. Na política, então, essa pratica da notícia falsa está cada dia mais em uso. As mentes, digamos, criativas se usam dela para pôr em ação os seus planos quase sempre escusos. No entanto, Fake News não é algo novo, já existe há bastante tempo, e de diversas formas.

Vou relatar uma bem interessante que presenciei. Certo funcionário de uma determinada empresa, com inclinação para escritor, escolheu um de seus poemas e fixou no mural da repartição onde trabalhava. A obra era realmente bonita, mas o autor precisava de um diferencial, um chamarisco para que ela ganhasse a atenção dentre os cartazes, escalas, avisos e tantos outros dizeres relacionados ao trabalho. Então ele se valeu mais uma vez de sua criatividade e assinou o texto se passando por um personagem famoso. E bem famoso! Escreveu abaixo do poema o seguinte: “Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, na noite de 15 de setembro de 1985”.

Pronto! Foi uma loucura na empresa, inicialmente entre os colegas do seu setor, depois se espalhando para todo o grupo de funcionários. Todos que viam, pegavam imediatamente uma caneta e uma folha qualquer para anotar e levar consigo aqueles versos que tocavam a alma e parecia feitos para eles. Inúmeros foram os comentários, incontáveis foram os elogios; e ele acompanhou, em várias oportunidades, os colegas exaltando a composição, sobretudo pela importância do autor cujo nome se encontrava anotado, em destaque, no final do texto.

O funcionário conseguiu seu intento, levou sua mensagem a um bom número de pessoas, valendo-se de uma notícia falsa, uma verdadeira Fake News. Foi na verdade a primeira que vi, e notei sua força passando-se por verdadeira durante muito tempo.

Hoje resolvi desfazer a brincadeira, tirar a máscara dessa Fake News. E, para a verdade vir à tona por completo, preciso dizer, mesmo a contragosto, que esse funcionário era eu. Isso pode?

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