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Miguel Patrício -

Morrer é a última coisa que se deve fazer!

Hoje eu parei um pouco para pensar sobre a vida e fiquei perplexo! O tempo está correndo numa velocidade incrível, incontrolável, pelo menos para mim. O dia aparece, com ele vêm os afazeres, a luta e logo o sol se põe. Aquela cor rubra do ocaso, que quase sempre não vemos, diz que mais um dia se foi, que logo vamos colocar a cabeça no travesseiro para esperar o novo amanhecer. Assim acontece, de maneira rápida, inevitável.

Algumas etapas da vida que eu pensava alcançar já foram superadas, e eu nem vi transcorrer. Quando jovem, a gente não percebe a passagem do tempo; tudo é novidade, experimentamos a maioria das coisas que a vida nos oferece. E nessa loucura, perdemos inúmeras horas, dias preciosos que poderiam ser usados em algo mais produtivo. Só depois tomamos consciência disso. Não é motivo de arrependimento, já que vivemos de forma diferente cada etapa de nossa existência. Só nos assusta quando fazemos as contas e vemos o pouco tempo que nos resta.

Assim, é imprescindível aproveitar cada segundo que ainda temos. São instantes preciosos que devem ser usados na melhor companhia, construindo os melhores momentos, colocando em ação os planos elaborados, realizando todo sonho esquecido talvez pela ausência de coragem, pela falta de iniciativa. E são muitos. Infelizmente, nem dá mais para fazer tudo o que queremos. Então, devemos começar por aquilo que for mais importante, mais significativo. O tempo corre, e não espera por nossa vontade.

Lembro-me de que há poucos dias, há poucos meses, eu falava sobre o ano novo. Como todas as pessoas, contagiado por essa data, traçava planos para o esperado ano que vem. Falava em mudanças no trabalho, na realização daquela viagem tantas vezes idealizada, nas visitas aos amigos e parentes, tanta coisa... Pois é, o ano apareceu, eu pisquei e já estou ouvindo falar novamente sobre o Natal. A televisão ensaia a sua sugestão de presentes e os seus especiais para o fim de ano. Ontem mesmo, se não foi um sonho, ouvi alguns acordes de uma daquelas tradicionais canções natalinas. Ah, e uma vizinha meio afobada já colocou o Papai Noel de brinquedo escalar a varanda de sua residência.

O tempo corre, e não é no ritmo tranquilo de Rubinho Barrichello. Assim, nessa fugacidade, virá o próximo, e mais um, e outro. Isso é preocupante, mas eu não me desespero, pois quem não quer ficar velho tem que morrer novo. E para ilustrar, acrescento um pensamento elaborado com esmero por um grande amigo: morrer é a última coisa que se deve fazer!

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