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Goiatuba -

"Crise não foi minha escolha", afirma Fernando

Esta semana o prefeito Fernando Vasconcelos (PP) rechaçou as críticas que tem recebido sobre os problemas que a administração municipal de Goiatuba tem enfrentado para honrar seus compromissos com servidores, institutos de previdência e fornecedores. Segundo o gestor, “a crise é nacional, estadual e municipal, sendo mais aguda em nosso município não por minha escolha, nenhum gestor escolhe criar crise”, rebateu.

Para Fernando, a crise é pontual e foi criada ao longo de várias gestões, tendo seu ponto épico na atual gestão que herdou uma série de dívidas, negociações de dívidas antigas mal feitas, sucateamento da estrutura administrativa e operacional (pessoal, máquinas, veículos e equipamentos), aposentadorias indevidas (com pouco tempo de contribuição ao GoiatubaPrev), além da queda do Índice de Participação dos Município (IPM-ICMS) em quase 2/3, queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM / Receitas Federais) dada a crise do Governo Federal.

Segundo Fernando, sua própria história como homem público e quando exerceu cargo de gestor público, como o período em que foi presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Goiatuba, serve para mostrar a comunidade goiatubense de que não é mau gestor ou que seja gerador de crise. “Quando assumi a presidência da Câmara, o momento econômico era bem diferente, mesmo assim herdei uma dívida R$ 116 mil só com conta de celulares dos vereadores, quase R$ 60 mil com fornecedores e cerca de R$ 1 milhão com o INSS, administramos com o mesmo rigor de hoje e quando deixei a presidência, estava tudo em dia”, revelou.

Em tom até de desabafo e seguindo a linha de raciocínio, o prefeito Fernando Vasconcelos lembrou que quando foi presidente da Câmara, devolveu mais de R$ 2 milhões para os cofres da prefeitura e ainda comprou e pagou uma área de 5.400m² em setor nobre da cidade, onde foi instalada a sede própria do Poder Legislativo. “Quando tinha dinheiro, administrei com serenidade e devolvi recursos para que o prefeito pudesse fazer os benefícios que a cidade precisava, mais a crise que não criei e nem escolhi chegou e nos impôs o atual cenário, quis Deus que fosse em nossa gestão, mas estamos trabalhando de forma incansável para reverte-lo”, concluiu.


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