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Goiatuba -

Goiatuba chega aos 88 anos buscando recuperação

Vista aérea de Goiatuba, foto retirada do setor Santa Paula
com vista para o centro da cidade

Na próxima segunda-feira, 21, o município de Goiatuba comemora seu 88º aniversário de emancipação político-administrativa em franca recuperação. Após figurar-se entre os dois melhores municípios goianos, os goiatubenses viram os índices despencarem e chegar a vexatória 51ª posição entre os goianos e a de 1080ª no país (Firjan/2016), que avalia todas as cidades brasileiras a cada dois anos.

Estes dados só não foram piores graças a riqueza gerado pelo campo, principal base de sustentação da economia da velha Bananeiras. Todavia, a atividade industrial e comercial caiu, comprometendo os investimentos e a qualidade em pontos fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico, Emprego & Renda, Educação e Saúde, conforme detalha amostra da Firjan.

A expectativa é que após o esforço feito em 2017 e 2018 para recuperação das contas públicas, crescimento nas atividades econômicas e alimentação adequada nos sistemas gerenciais e de informações do setor público atrelado à efetiva recuperação da economia local, que no ranking a ser divulgado este ano pela Firjan Goiatuba já figure em posições melhores e consequentemente atraia mais investimentos.

Recuperação total demandará mais tempo

Para recuperar não só o título de “Princesinha do Sul”, mas principalmente o interesse e confiança de investidores, Goiatuba precisará de mais tempo e sacrifícios. “Apenas o esforço feito ao longo dos últimos dois anos não serão suficientes para promover a recuperação total da economia goiatubense. Serão necessários mais esforços e sacrifícios por parte do poder público e da população, reformas estruturais e nos processos administrativos da Prefeitura de Goiatuba precisam ser implantados pra ontem. Os métodos utilizados hoje são do século passado”, revelou um grupo de empresários ouvidos pela reportagem.

Na avaliação destes empresários, “a atual administração não herdou apenas salários ou contas atrasadas, herdou um verdadeiro engenho emperrado, enferrujado, sucateado e sem nenhuma lubrificação para ajudar a máquina funcionar (dinheiro). O desafio será envolver a população em uma nova fase de reestruturação, onde demandará mais sacrifícios para garantir a reestruturação do Sistema de Saúde, a transformação da Educação Municipal, que até hoje não possuí nenhuma unidade de Tempo Integral, o que ajudará manter o índice Firjan baixo, ou seja, foi feito muito nestes dois últimos anos, mas foi só o começo”, apontam.

Para eles, o sistema público goiatubense precisa de uma profunda reforma, a qual terá que passar por mudança de métodos, modernização e integração de todos os setores. Segundo eles, outro desafio será envolver os servidores públicos, a maioria deles com mais de 10 anos de carreira que não possui um plano de cargos e salários atrelados à produtividade e eficácia, além de estarem sem nenhuma perspectiva de futuro, principalmente previdenciário.

Infraestrutura receberá atenção especial

Segundo o prefeito Zezinho Vieira, os dois primeiros anos de sua gestão foram focados na recuperação administrativa da Prefeitura Municipal, recuperação fiscal para colocar as contas em dia e voltar a ter as certidões obrigatórias para convênios e recebimento de recursos estaduais e federais, equacionar a dívida com servidores, GoiatubaPREV e IAG, além de colocar para funcionar 100% a estrutura de saúde e educação.

Revelou que a falta de certidões dificultou muito o início do governo que passou o primeiro ano sem poder receber recursos governamentais, atrasando os projetos e investimentos, como a recuperação da malha asfáltica e a retomada de algumas obras abandonadas por empreiteiras.

Para o prefeito, os pró-ximos dois anos serão ainda de recuperação fiscal, tendo em vista os muitos precatórios, fornecedores com créditos de gestões anteriores e os ajustes para concluir a reestruturação do GoiatubaPREV, entre outras ações. Todavia, todos os esforços serão para garantir que os investimentos na recuperação da frota de máquinas e veículos e a recomposição da infraestrutura seja permanente.

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