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Opinião: Espaço do leitor

Opinião: Espaço do leitor

 

AS ROTATÓRIAS DA DISCÓRDIA

As rotatórias construídas pela SMT – Superintendência Municipal de Transito – de Goiatuba, tornaram-se objetos de discórdia entre críticos e defensores. Essas pequenas intervenções, para muitos não resolverão os problemas do trânsito e são sinônimos de desperdício do dinheiro público. Para outros se comparam em importância ao descobrimento da América. Nem tanto e nem tão pouco. Se a intenção é diminuir a velocidade de alguns Fittipaldis nas ruas da cidade, principalmente nos cruzamentos mais perigosos, poderão, senão resolver o problema, pelo menos amenizá-lo. Se o objetivo for o de mostrar serviço, aí os imitadores de Colombo irão a pique a bordo de suas caravelas douradas. O assunto ocupou a pauta de um programa em uma emissora de rádio local suscitando acaloradas discussões e muitas opiniões foram emitidas, sem que nenhuma agradasse as partes envolvidas na discussão. Do nosso lado, fica os cumprimentos ao sr. Germi Fernandes, superintendente da SMT, que não demonstrou medo de errar tentando um acerto. Mas rotatórias a parte, é preciso investir na educação do trânsito, tanto de motoristas quanto de pedestres e cobrar de quem é devido, que não parem em cima das calçadas e nem em filas duplas, afinal, o melhor meio de educar ainda é o exemplo.

 

O REMÉDIO FOI PIOR QUE A DOENÇA

 Durante muitos anos, o Colégio Estadual de Goiatuba, foi o orgulho do povo goiatubense. Apesar de mal conservado e corroído pela ação do tempo, nunca foi destelhado pelos fortes ventos que sopram no alto da Serra do Canastra. Depois de muitas idas e vindas, pedidos, solicitações e intervenções políticas, finalmente eis que o governo do estado autoriza que o prédio que promoveu a instrução de tantos ilustres filhos de Goiatuba fosse reformado. Até aí tudo bem. A surpresa fica por conta do novo estilo que se deu ao colégio: telhado ao estilo galpão de criar frangos, madeiras reaproveitadas, grossas, ásperas e que aos primeiros lufos dos ventos canastrenses veio abaixo, mostrando a uma estupefata e assustada comunidade que não estava tão firme como aparentava, ou melhor, que não estava firme, conforme aparentava, vindo ao chão, colocando em risco a integridade física de alunos e funcionários da escola. Agora, a empresa responsável acena com medidas paliativas. Diminuir o beiral do telhado certamente não diminuirá o risco de novos acidentes, assim como construir um gameleiroduto (único no mundo) no muro em nada contribui com a segurança do prédio. Onde estavam as autoridades competentes quando a obra foi realizada? Quem fiscaliza essas ações? Quem assinou o recebimento da obra? São perguntas que precisam de resposta, pois milhares de reais, dinheiro do povo, foi gasto com a malfadada reforma. Se ruim estava, pior ficou. Resta agora à comunidade escolar, às autoridades, aos representantes e defensores do povo que cerrem fileiras com o diretor do colégio, prof. Rogério Simões, para evitar que o concerto a ser feito, não seja novamente, desperdício de dinheiro. E que o Colégio Estadual de Goiatuba volte a ser o orgulho do povo goiatubense.

 

QUEIMADAS URBANAS

 Nada é tão ruim que não possa ser piorado. O dito popular faz mais sentido do que nunca na periferia de Goiatuba. O que estava ruim com os depósitos de lixo nas esquinas e terrenos baldios, agora piorou muito com as queimadas provocadas por cidadãos desavisados. Nesse período de seca e pouca umidade, o material descartado nos depósitos improvisados, como plásticos e papeis, transformam-se em potenciais fogueiras provocadas por incendiários de plantão. A fumaça e a fuligem provocadas por estes incêndios são tão ou mais prejudiciais que a poeira levantada pelo vento. Atingem toda a população e afligem crianças e idosos, provocando doenças respiratórias e reações alérgicas diversas. Os proprietários desses terrenos, cujo único objetivo é especular, deveriam ser notificados a tomar providências para impedir tais acidentes. Murar e construir calçadas já seria um bom começo. Ao poder público caberia a coragem de instituir o imposto progressivo, uma vez que a valorização do imóvel nunca alcançará a ambição especulativa desses latifundiários urbanos.

 

Por: Divino Alves Sousa que é professor da rede pública e FAFICH

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