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Esporte -

Times que marcaram o futebol goiano

Romes Xavier

Poucos times no futebol goiano marcaram tanto como os que vou citar neste pequeno artigo. Anápolis campeão goiano de 1965. Vila Nova tetra campeão de 77-78 – 79 e 80. Anapolina de 81 e 82. Goiás de 1983 e ainda o time do Goiatuba de 92. Quem não se lembra da escalação do tricolor da Boa Vista de 65, o primeiro Campeão Goiano do interior. Sorriso, Wilson, Pacú, Paraguai e Àli; Eudécio e Genésio (isso mesmo, só dois no meio campo) e lá na frente quatro jogadores: Dida, Zezito, Nelson Parrila e Deca.

Tive o prazer de conviver por muito anos, quando morava em Anápolis, com o Zezito e também com o artilheiro Nelson Parrila (falecido em 2016). Nelson Parrila foi artilheiro de dois Campeonatos Goianos (65 e 66). Anapolina de 81 e 82? Finalista de um Campeonato Goiano, vice da Taça de Prata em jogos com o Guarani de Campinas e ótima campanha na primeira divisão do brasileiro com vitórias contra São Paulo, Fluminense, Cruzeiro e muitos outros.

Caia no Jonas Duarte o time da Xata (Chata com X mesmo) atropelava com: Déo, Vinicius, Sidney, Paulo Nelly e Niltinho; Paulo Sérgio, Mateus e Ney; Jorge Cruz, Sávio e Rodrigues. Esse time era quase imbatível. O técnico era o Bugue.

E o Vila Nova tetra campeão: Serginho/Gabriel, Triel, Timoura, Zé Luís e Valdo; Roberto Oliveira, Eriberto e Zé Henrique; Zé Ronaldo, Roberto Bombinha e Paulinho. E ainda tinha um volantaço chamado Luiz Dário.

Goiás de 1983 foi quarto colocado no brasileiro e tinha um time com vários jogadores das categorias de base. Zé Teodoro, Marcelo, Gilson Jader, Carlos Alberto, Luvanor, Cacau e vários outros com a base do time sendo muito valorizada. O time era esse: Edson, Zé Teodoro, Marcelo, Gilson Jader e Adalberto Sabãozinho; Carlos Alberto, Luvanor e Ney; Cacau, Washington e Brás. O técnico era Paulo Gonçalves. Ainda tinha no banco Dadá Maravilha. È mole ou quer mais?

E o Azulão do Sul? Campeão de 1992 com “C” maiúsculo. Venceu todos os jogos do quadrangular final. Passou por Goiás, Vila e Atlético, vencendo todos os três jogos no Divino Garcia Rosa e todos os jogos no Serra Dourada. Foram 12 pontos em seis jogos. Naquela época só somavam dois pontos por vitória. Não teve ressalva, venceu todos os adversários com: Marola, Cláudio, Luís Carlos, Bilzão e Jorge Luiz; Fernandão, Cachola, Estrela e Adilson; Pirata e Lenilson. Técnico Orlando Pereira. São times inesquecíveis, passam se os anos e lembramos com facilidade as escalações. Estes marcaram.

ORLANDO PEREREIRA- Orlando “Lelé”
comandou o maior time de todos os tempos em Goiatuba.

 

VILA NOVA ATRÁS DA VAGA

O Vila Nova ainda não chegou no seu limite técnico. Pelo contrário, é uma equipe que pode crescer muito, fazendo o sonho colorado de chegar a primeira divisão, continuar. Aliás, esse sonho é antigo por parte da torcida do Vila Nova que aguarda uma há décadas por isso.

O Vila Nova já jogou a primeira divisão na década de 80, mas era quando todo mundo participava, campeonato tinha até 100 times. Nas regras atuais o Vila Nova ainda não teve esse gostinho de jogar uma série A. Quando um time de futebol tem espaço para crescer dá todos os demonstrativos que a equipe do Onésio Brasileiro Alvarenga pode chegar lá.

Perdeu momentaneamente a quarta posição na série B nesta terça-feira, (Inter venceu por 2x0 o Oeste) mas pode recupera-la neste sábado contra o Figueirense, com uma vitória simples, passando o Internacional na pontuação. Vencendo o seu jogo em Florianópolis e acontecendo resultados negativos de juventude e Guarani, o time encerraria a rodada na segunda posição. Mas tudo fica baseado no “se”.

Chega um determinado momento da competição que não pode perder ponto. Tem que buscar de qualquer maneira, nem que seja empatando fora de casa. Hoje contra o Figueirense em Santa Catarina, o time não terá no banco o técnico Emerson Maria, que vai cumprir suspensão e também não poderá contar com um dos principais jogadores do atual elenco, o volante Geovani. Um faz falta com a sua liderança na beira do campo e o outro pela qualidade técnica dentro das quatro linhas.

Mas o Vila Nova chegou num um estágio na competição que não pode ter medo de cara feia. Tem que chegar e impor o seu futebol e mostrar as armas que tem. E não vai ser o Figueirense, na zona de rebaixamento com 16 pontos, ocupando penúltima colocação, que vai meter medo no Tigrão da Vila.

EMERSON MARIA FORA DO BANCO HOJE EM FLORIPA

 

GOIÁS DE OLHO EM MAIS TRÊS PONTOS

Vencer, vencer e vencer! No Goiás não existe outra palavra. Só interessa vencer. Ocupando a posição de número 14 no Campeonato Brasileiro da série B com 20 pontos, O Goiás está á três pontos da zona de rebaixamento e á sete pontos do quarto colocado, portanto está mais próximo do rebaixamento, do que do acesso.

A sugestão para o time esmeraldino será de primeiro se distanciar da “zona maldita”, chegar no meio da tabela, para depois mirar os times que estão na parte de cima da tabela. Os jogadores do Goiás são culpados pela situação atual do time, perderam jogos que não poderiam perder no inicio da competição e agora vão ter que remar um turno inteiro e mais alguns jogos para alcançar o objetivo.

O agravante para equipe, além dos adversários, são estes jogos em casa sem a presença do torcedor. O fator “casa” conta muito se juntar todos os ingredientes para mandar os seus jogos no seu estádio: casa, gramado, torcida e o psicológico de jogar na presença do seu torcedor. Não existindo um desses fatores, o time vai sentir. É como se jogasse na casa do adversário. O grande culpado desse prejuízo que sofre hoje Goiás no brasileiro da série B, são os torcedores que brigaram no clássico de junho no jogo contra o Vila Nova no Serra Dourada.

Agora quem paga o pato é time. Sem a presença do torcedor nas arquibancadas, O Goiás não sofrerá somente prejuízo financeiro, vai sofrer também tecnicamente. Se analisarmos bem, jogar em estádio vazio é muito chato e você faz o adversário se sentir em casa. Também não interessa! O Goiás precisa vencer o CRB/AL hoje de qualquer jeito no Serra Dourada, vazio ou não, a vitória passa ser uma grande necessidade para os esmeraldinos. Tem que ser provado jogo a jogo, que o Argel Fucks, vai dar conta do recado.

Time venceu na estreia de Argel Fucks. 1x0 no Ceará.

 

ATLÉTICO COM A CHAPE

O encontro de amanhã em Chapecó vai colocar frente a frente um time que está no meio da tabela, contra um time que está no final da tabela. A Chapecoense faz uma campanha de razoável para boa ocupando exatamente a metade da tabela (11), com 21 pontos conquistados e seis vitórias e três empates.

O Atlético ainda não incrementou uma sequência de resultados positivos, pelo contrário, conhece na maioria, resultados negativos. E por isso está com nove pontos, conquistados com duas vitórias e três empates. Pode não parecer longe,12 pontos de frente, pró Chapecoense, mas é muita distância por se tratar de brasileiro de série A. Daqui para frente cada jogo do time rubro-negro será uma “decisão”.

A equipe terá que fazer uma campanha quase prefeita para escapar de mais um rebaixamento. Walter não viajou com o grupo, está fora do jogo por causa do terceiro cartão amarelo que levou contra o Botafogo por reclamação. Sem Walter, o técnico João Paulo Sanches deverá optar por um time mais conservador contra a Chape. Ou seja; Três volantes, um meia e dois atacantes abertos. Marcão (Silva), Igor Henrique, Paulinho e Jorginho; Andrigo e Niltinho. Com uma formação assim, do meio para frente, o Atlético terá boas chances de sair vitorioso. Dos nove pontos conquistados pelo time rubro-negro, quatro foram com o comando de João Paulo Sanches na vitória contra a Ponte Preta e no empate com o Botafogo. O Aproveitamento de João Paulo é muito bom e se assim continuar, o Dragão vai trazer do interior de Santa Catarina uma vitória, que ainda não tiraria o time da lanterna, mas colaria no Vitória/BA. Seria quase perfeito!

Atacante fora do jogo de domingo

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