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Nossas escolhas

Nossas escolhas

 

Vivemos quase o tempo todo meio atordoados, todos os dias, do  levantar ao deitar, o motivo de tudo isto é o fato de termos que fazer escolhas. Levantamos já com idéias na cabeça, com problemas, e, geralmente com muita coisa pra fazer, vamos ao banheiro, ainda meio sonolentos e ficamos pensando, tomamos um bom banho, (isto é: para aqueles que  têm este costume), visto que tal prática ajuda-nos no despertar, em seguida vamos ao guarda roupa, deparamos com uma indagação, que roupa usar? No caso das mulheres o problema será potencializado, visto que a dúvida será atroz. No desjejum, outra indagação: leite com café, café puro, leite puro ou chá? Pão, bolacha ou dieta total? Deslocamos em destino ao trabalho, qual caminho vou fazer? Chegamos ao trabalho e as coisas não estão conforme deixamos no dia anterior, surgiram vários problemas. Temos que tomar uma decisão às vezes com rapidez. Qual situação socorrer primeiro? Esta ou aquela?

  Algumas decisões são muito sérias, como por exemplo: casar, ter filhos, estas vão com certeza trazer conseqüências para o resto da vida, Um casamento mal planejado poderá acabar em separação, e isto e problema,  principalmente se tiver filhos, irá produzir uma gama muito grande de estresse, visto que é impossível uma separação que não seja recheada de problemas, é mais fácil administrar uma viuvez do que uma separação. Vejamos uma comparação: imagine que o homem é uma folha de papel de cor azul e a mulher uma folha de cor rosa. A união dos dois é simbolizada pela cola. Passado algum tempo, será impossível descolar as folhas sem que uma deixe marcas na outra, e, quanto mais tempo passa, mais difícil será de descolar, e, mais marcas deixará se tentar descolar, podendo até mesmo rasgarem-se.

  Por sermos tomadores inatos de decisões, isto pode causar-nos sérios problemas, visto que jamais conseguiremos acertar todas, vez ou outra cometeremos erros, como fazer para minimizar tais erros? Ou, como fazer para não cometer erros na hora da decisão? Só para adiantar, não cometer erros é IMPOSSÍVEL, para desespero dos perfeccionistas. As possibilidades de erros aumentam quando partimos para a tomada de decisão olhando somente por um lado, ou sendo influenciado por situações que são verdadeiras armadilhas, principalmente quando certas coisas saltam-nos aos olhos, enchem nossas almas e deixa-nos extasiados, nestes casos a tendência é tomar a decisão baseada no coração, nos sentimentos, não analisadas de forma racional. As conseqüências? É claro, elas virão, e, às vezes são devastadoras, em alguns casos leva à loucura ou ao suicídio. 

  Nós não temos o costume de analisar antes os prós e contras nas tomadas de decisões, agimos na maioria das vezes impensadamente, e, quando damos por fé já estamos enrolados até o pescoço com problemas advindos de tal atitude. Se tivermos que tomar uma decisão rapidamente, aí então é que estamos enrolados, temos sudorese, dor de barriga, tremores, entre outros sintomas do estresse advindo da situação. Se somos ruins nas tomadas de decisões com tempo para raciocinar, imagine se tivermos que tomar uma decisão rápida.

         Se estás querendo ser um sábio e grande tomador de decisões, prepare-se para conviver com o grande estresse que tal aprendizado lhe proporcionará, mas, creia, valerá a pena, pois isto lhe será útil, principalmente porque poderá compartilhar de tal aprendizado com outras pessoas,e, logo estará habituado. Tal característica é própria do sábio, a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro. É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela. Não devemos ter medo nas tomadas de decisões, mas, precisamos ser meticulosos e racionais para que não sejamos refém ou escravos das conseqüências, visto que, destas, não conseguiremos nos livrar.

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