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ÁGUAS DE MARÇO

Este ano, em várias regiões do País, a população viveu e ainda está vivendo um momento difícil pela falta de água. As chuvas demoraram, aí as lavouras sofreram e o abastecimento das cidades ficou prejudicado. Os níveis das represas nunca estiveram tão baixos. Foi um verdadeiro susto. Um alerta aos dirigentes, um aviso aos insensatos e gananciosos que destroem os recursos naturais para construir suas riquezas. Um aviso dos Céus.

Há poucos dias li uma frase muito interessante. “A natureza não aprendeu a se defender, mas sabe se vingar”. É o que vem acontecendo nos últimos tempos, uma resposta da natureza à natureza insensível do homem, este ser que se acha superior aos outros seres à sua volta. Um ser que não reconhece a fraternidade de um pássaro, não respeita a serenidade de um lago, não valoriza a sombra de uma árvore, não se emociona com o som da cachoeira, não se sensibiliza com a ternura de uma flor. Ele arrasa o mundo sabendo que destrói a si mesmo. É preciso mudar conceitos. O mundo não é do homem; o homem pertence ao mundo.

E as chuvas que caíram, dizem os estudiosos, ainda são insuficientes para atender à grande demanda. Principalmente nos grandes centros. Só nos resta esperar que o alerta seja entendido, que o homem entenda a sua pequenez diante da magnitude do Universo. Só nos resta esperar que a natureza não esteja tão aborrecida, que os anos seguintes não sejam mais secos que este. Só nos resta pedir a São José, que sempre esteve ao nosso lado enviando as chuvas, que não nos esqueça. E mesmo sabendo que não merecemos, pedimos sua proteção. Esperamos as bênçãos divinas materializadas nas bondosas enchentes das águas de março...
Participação: Luciano Pires (Reis)

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