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ENQUANTO HÁ TEMPO...

Tempo é o que há de mais precioso na vida. Cada minuto que passa soma-se aos outros pedaços de existência já transcorridos. Tempo é a própria vida, mas nós não percebemos sua importância e até hoje não sabemos aproveitá-lo verdadeiramente. Enquanto há tempo, é preciso parar e pensar como estamos vivendo. Acompanhe-me nesta reflexão.

Há uma pressa injustificada em tudo aquilo que fazemos. Já de manhã cometemos o erro de não ver o nascer do sol. Sua beleza passa sempre despercebida para a maioria que ainda está dormindo ou correndo para chegar ao trabalho. Durante o dia cumprimos uma programação que, na verdade, nem sempre é feita por nós mesmos e, quando a noite chega, temos forças apenas para nos jogar em um sofá diante da televisão. Estamos exigindo de nós mais do que podemos oferecer.

Quase todas as pessoas buscam o dinheiro. Essa atitude seria válida se houvesse uma meta determinada para alcançar; se certo valor financeiro, quando atingido, fosse considerado suficiente. No entanto, queremos mais, sempre mais, e assim nos tornamos dependentes desse desejo, passando a obedecer suas ordens. A ganância é quem controla as ações, escreve compromissos na agenda e direciona os nossos passos por caminhos tortuosos, difíceis de percorrer.

Nunca temos tempo para encontrar os amigos, relembrar os bons tempos, trocar alegrias e saudades. Dispensamos a eles um breve aceno quando os vemos na rua. Nossos parentes, a cada ano que passa, estão indo embora. Muitos deles recebem uma visita mais demorada apenas no dia do velório. Esquecemos que essas pessoas são as mais importantes de nossas vidas, que desejariam estar ao nosso lado, mas repartimos nossos dias com insensíveis outras pessoas apenas por interesse.

Além disso, pouco ajudamos aqueles que precisam, já que pensamos unicamente em ter sempre mais. Há muito de bom para oferecer, para fazer, mas deixamos para depois. Levamos a vida imaginando que a morte não existe para nós e que sempre haverá tempo para realizar aquilo que é preciso. É um engano, pois a morte nos ronda a todo instante, de várias maneiras. Se pensarmos bem, até nossos sonhos deveriam ser a curto prazo para evitar o risco de não se realizarem.

O poeta disse: “Nessa minha vida agitada, já não tenho mais tempo pra nada, já nem posso mais pensar no amor...” Esses versos nos alertam e nos pedem para mudar esse estranho modo de viver. É preciso reorganizar pensamentos, refazer objetivos e assim priorizar as atividades. É fundamental aproveitar melhor o nosso tempo, enquanto ainda há tempo...
(Participação: Luciano do Reis)

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