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HORÁRIO DE VERÃO

Alguém me disse. Foi um susto para mim. No momento recusei a acreditar na história. Corria o boato de que o Governo pretendia prorrogar por um mês o fatídico horário de verão. Poderia haver notícia pior para nós? Pensem bem. Um mês inteirinho, 30 dias seguidos acordando ainda escuro para ir ao trabalho ou chegando de dia, com o sol quente, onde deveria estar apenas à noite! O fato, porém não se consumou. Alguém, acima do Governo, não permitiu e, na segunda-feira, a vida volta ao normal.

Mas foi um susto. Mais um mês desse castigo seria muito pra gente suportar. Sei que há uma substancial redução do consumo de energia elétrica e que devemos colaborar com o nosso País, mas quatro meses de sofrimento já é uma grande contribuição. Se as autoridades estão com raiva de nós, poderiam nos punir de outra forma. Quem sabe aumentando o número de horas de trabalho diário; elevando, se ainda tiver jeito, o valor dos impostos; dobrando o preço da gasolina; passando o tempo de aposentadoria para 80 anos, mas nunca estendendo o horário de verão.

Eu fico contanto os dias quando ele começa, esperando ansiosamente seu fim. Não consigo me acostumar com esse fuso horário. A turma lá do Palácio poderia se ocupar com outro assunto e se esquecer de aplicá-lo ano que vem, ou pelo menos nem cogitar a ampliação de seu tempo de validade. Poderia se ocupar, por exemplo, com os dólares advindos do petróleo: uma nova divisão dos lucros, uma porcentagem mais atrativa para cada um. Poderia, quem sabe, cuidar do volume do caixa dois para ganhar, com mais tranquilidade, a próxima eleição.

Como diz meu amigo Wanderlan Peixoto em casos como esse, sou contra. Sou contra esse horário de verão!

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