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Jovem goiana conhece produção agropecuária da China

Formada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a goiana Rachel Leão iniciou na última segunda-feira (4) a visita técnica à China como representante do Estado no Programa CNA Jovem. Formado por mais quatro jovens de outros estados brasileiros, o grupo participou da “Trade Mission Brasil-China”, evento promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e fez uma visita à Canton Fair, a maior feira multifuncional do mundo, em Guangzhou.

Na primeira atividade, a comitiva formada por Raquel Leão e Carolina Heller Pereira (RS), Cézar Augusto Tumelero Busato (BA), Murilo Eduardo Ricardo (MS) e Dyovanna Depolo de Souza Pinto (SC) foi recebido pelo representante da Apex-Brasil na China, Cesar Yu, que explicou como funciona a “Trade Mission Brasil-China”. A ação busca promover empresas brasileiras e estreitar relacionamentos comerciais. As jovens lideranças puderam presenciar a negociação entre 15 empresários do Brasil e 40 empresas chinesas e também receberam informações sobre os principais produtos agropecuários exportados para a China.

Para Rachel, a experiência foi muito rica, pois foram abordados assuntos essenciais para o setor agro. Segundo ela, o representante da Apex-Brasil explicou que, hoje, o principal produto que a China compra do Brasil é soja, mas haverá uma demanda muito grande por outros produtos agrícolas, com destaque para o milho, em 2015. “A característica do mercado chinês é que eles querem comprar a matéria prima, processá-la e depois comercializar internacionalmente com valor agregado. Uma das funções do evento promovido pela Apex é de promover mais empresas de produto acabado (como vinho, mel, etc) para que o Brasil também possa agregar valor nestas negociações e não vender apenas commodities”, revelou.

O que mais chamou a atenção de Cézar foi que para os chineses os negócios devem ser duradouros e o todo importa mais que o individual. Ele também ressalta que ao logo da visita pôde ser constatado que o mercado chinês quer qualidade, quantidade e baixo custo e que o alimento é muito importante e “praticamente sagrado” para aquela cultura, o que os torna um mercado exigente. “Não vimos somente flores e oportunidades. Existem entraves, a dinâmica de negócios é lenta, talvez até mesmo amarrada, passando pelos mais diversos níveis hierárquicos, sendo construída e estruturada, diferente da ótica ocidental que o tempo é dinheiro, e se este não for respeitado os prejuízos são enormes”.

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